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A morte é tão bonita

A morte é tão bonita: Não avisa que é vizinha, Nem que logo se aproxima; Deixa a vida infinita.

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Se tu

Se tu me sonhas Eu te soo Se tu me adoras Eu me doo Se tu me asas Eu nos voo.

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Pôr do sol

A cor que se põe É a dor que me sol.

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Há dias

Há dias dia-a-dia, há dias cada dia. Alguns dias são assim bem dias; Dias diários que passam, Que se passam diurnos em vão. Outros dias são giorni, journées, Jornadas em que se entra para nunca [...]

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A falta

A falta é buraco sem fundo em noz dura Em água corrente é força que fura Paredes, janelas e os mais altos muros Que forjam conforto em forma de lua Morada lá em cima fulgura aos olhos Teimosos [...]

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Atmung

Em um só átimo ousaste Roubar meu ar, Furar-me os pulmões, Fechar-me as narinas, Em ato de puro egoísmo atmosférico. Atme, Mas não me ates, Não me ames, Não me ares, Assim eu artes.

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Gestos

Não são linhas, Não são traços, Não são letras; São abraços.

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Eclipse

Apressados passos Corriqueiros Na rua   Desprezam o que passa Passageiro Na lua

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O outro é sempre um espelho

O outro é sempre um espelho Aonde se mirar – mirroir – me ruir; Ruminar, arruinar ou reinar. O outro é sempre uma espera Aonde se jogar – jouer – me julgar: Jejuar, disjuntar ou jubilar. O outro [...]

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The day I stopped dating apps

It’s been one year since I quit my addiction. I still remember it quite well: in a dream, I screamed desperately “I cannot stand Tinder anymore!”. Immediately after I woke up, I broke up with [...]